quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Freud, Cheiro Meu



Inundará o cheiro 
o deserto do meu inconsciente 
que está deveras seco
na angústia do sujeito

O eu perdido, 
aspirando o cheiro vivo
que projeta sonhos olfativos
de tantos realismos.

Cheiro meu,
sujeita-me ao meu eu
mergulha-me nas imagens
multiformes
plenamente
pulsantes
sintomas que despertam na dor
o seu odor delirante

(por Cristiane Gonçalves,
La Rosa Negra)





Photo credits: Lucien Freud. Poetry inspired by 2 Freuds, Sigmund and Lucien.

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