terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Perfume Review: Les Fantaisies Parfumées - Part I (L'ile Bleue, Route Mandarine), Manuel Canovas




Uma das magias de ser uma adicta por perfumes é descobrir alguns que eu nunca imaginei que eu puores foi um destes surpreendentes casos. A princípio, a marca era uma total desconhecida sob todos os aspectos de seus negócios até descobrir que seus tecidos estão entre os mais caros do mundo. Não sabia que Manuel Canovas é um homem tão apaixonado por arte, principalmente pelas cores vivas em coloridos tecidos. Não sabia que ele tem um poderoso background em quatro grandes áreas: arquitetura, pintura,desenho e arqueologia. Não sabia que, como eu, é um apreciador das culturas indianas e japonesas e ama viajar e, enfim, um empreendedor que agregou ao seu negócio uma linha de beachwear e home and body fragrance. Para um homem tão obstinado pela beleza das cores e da arte, não poderia faltar-lhe os perfumes.


Quando tomei um pouco mais de contato com este universo de Canovas, percebi que há um aspecto apaixonante antes dos perfumes que me chamou a atenção: o senso do belo que deve ser agregado ao ambiente de uma casa para trazer uma sensação de comforto, de alegria e bem estar. Tecidos coloridos e refinados trazem cores e novos amores, principalmente o amor próprio em priorizar, em primeiro lugar, o espaço onde se vive, o cheiro de onde repousamos e nos unimos com a família e com amigos. Pensar sob este ângulo fez com que eu tivesse mais vontade de experimentar seus perfumes no anseio de conhecer as fragrâncias que perfumam outro tipo de casa: o corpo.





Manuel Canovas segue o mesmo tipo de portfólio de Esteban Parfums(também uma recente descoberta), ou seja, o portfólio é dividido em perfumação para casa e perfumação corporal. A linha de eau de parfum é composta por cinco fragrâncias sob um grande título, Les Fantaisies Parfumées
inspiradas em viagens pessoais realizadas por Canovas e foram criadas por Patrick Bodifee e Viviane Romani com a direção de Byron Donics, ex-Estee Lauder e Elizabeth Arden , atual HTI Collection. L'ile Bleue, Route Mandarine, Pink Riviera, Anse Turquoise e Ballade Verte, respectivamente, evocam a Ilha de Capri, Oriente, Saint Tropez, St Barth's e este último, excepcionalmente, um tecido francês o "Toile de Jouy". Em um primeiro instante, a possibilidade de "viajar" nos cheiros foi atrativa, porém por outro lado, fiquei intrigada com o número de notas olfativas divulgadas pela empresa, principalmente em Route Mandarine e Anse Tourquoise e fui tomada por aquela desconfiança espontânea com a duvidosa questão: "Será que é mais um perfume de muitas notas da teoria e um desenvolvimento pobre que se nota um ou duas notas, fazendo com o que perfume seja decepcionante?". Enfim, antes de especular, fui tomada por um ímpeto de curiosidade a tal ponto que resolvi experimentar uma a uma, como o itinerário de um percurso turístico e verificar se poderia resumir esta jornada pelo mundo perfumado de Manuel Canovas em 2 dias sendo fragrâncias de complexo desenvolvimento ou mais facéis de "cheirar", desta forma eu poderia discorrer minha experiência com todas estas fantasias perfumadas reunidadas em uma só viagem. Conclui ques sim, permitindo que os apaixonados por perfumes tivessem uma visão geral sobre a perfumaria desta casa francesa. Sejam bem-vindos ao trajeto. Hoje é a parte 1 com L'ile Bleue e Route Mandarine e amanhã é a parte 2 com Pink Riviera, Anse Turquoise e Ballade Verte.







L'ile Bleue tem notas de bergamota, mandarina, laranja, limão, pêssego, damasco, rosa, sálvia, patchulí, madeira de sândalo, muguet, almíscar branco, benjoim e âmbar. Antes da parada na Ilha de Capri, comecei a pensar no Blu de Bruno Acampora e sua paixão pelas águas de Capri. Diferente da fragrância tuberosa da casa italiana, L'ile Bleue promete um frescor requintado pois leva mandarina e o limão Sicilianos e a bergamota da Calábria que, um pouco mais adiante, seriam invadidos pelo calor do patchulí da Indonésia e da sálvia da Rússia. Como podem perceber, uma Capri bem internacional. Bem, esta é a teoria porque a prática é bem frustrante. O perfume já não me agradou no primeiro spray, senti que o poderoso frescor cítrico que as matérias sicilianas tem não estava nesta partida como aquela de Escale a Portofino (Dior) . L'ile Bleue começa muito tímido em uma espécie de aroma pseudo-cítrico e morre mais tímido ainda. Basicamente, uma suave bergamota prevalece na entrada, se aspirar bem a fragrância será possível sentir acordes de um fraco acorde de limão; o melhor da fragrância é exatamente as rosas que chegam, até que agradáveis. O resto das notas parecem ter se afundado no mar de Capri e, por não ter expressividade olfativa para um fresco cítrico com notas amadeiradas e ambarinas na base, o perfume afundou juntou com elas.





Route Mandarine promete o orientalismo que acompanha a apaixonante cultura japonesa e leva notas balsâmicas como o ládano e o âmbar, complementando o exotismo com os especiados cravo e canela e também incenso, atiçando ainda mais minha curiosidade por este Oriente by Canovas. O mix também leva notas de gerânio, laranja, bergamota, mandarina, cidra, ylang ylang, patchuli, rosa, muguet, jasmin, flor de laranjeira, madeira de sândalo, vétiver, almíscar branco, baunilha, flor de framboesa e algália. Ufa! Por um momento pensei que não chegaria no Oriente já cansada por ver este exagero de notas, mas comecei a pensar que poderia ser uma "route" agradável afinal há várias referências como cravo e ylang ylang de Madagascar, jasmin egípcio, sândalo indiano, vétiver haitiano e assim vai. Com uma entrada mais promissora que
L'ile Bleue , o aroma é uma miscelânea aleatória de várias notas sem uma sequência. O frescor floral "verde cítrico" esperado pelo trio gerânio-laranja-bergamota não acontece. A entrada é um floral doce com toques de ylang e mandarina; um floral que no olfato remete-me à lembrança de um óleo corporal pela reminiscência oleosa na qual depois se agregará acordes de framboesa e madeira de sândalo, fechando o desenvolvimento e trazendo algo mais "japonês" estilo Japan blossoms. Convém mencionar que depois que a fase oleosa passa, o perfume fica bem mais agradável, com um tom almiscarado que liberta o cheiro da fragrância e a torna usável, lembrando os femininos com base de sândalo e discreto amber. Particulamente, achei-o mais , no começo, com cara de aroma de óleo corporal estilo Bath Body Works que cheiro de perfume, o que não me agradou, por isso a rota não prosseguirá, pelo menos não nas minhas compras. Entre ele e L'ile Bleue, sem dúvidas, este perfume é bem superior.


Como é evidente perceber, as minhas fantasias perfumadas - parte 1 ficaram somente no imaginário olfativo, mas tenho o esperanças que no final de toda jornada olfativa há sempre uma surpresa, assim mantenho minha fé. Embora geralmente eu seja bastante delicada para criticar alguns perfumes ruins, deixarei-lhes um aprendizado que serve para qualquer pessoa, que compra perfumes, principalmente para os apaixonados por perfumes.


Não é novidade que todos os negócios querem ter um tipo de "linha de perfumes".Não há pecado nisso, os perfumes são bem-vindos contato que seja bons e que, preferencialmente, os criadores pensam em uma estratégia de crescimento de portfólio baseado em qualidade olfativa e, principalmente, a sustentabilidade ambiental. Realmente incomoda-me demais o mercado lançar N fragrâncias em um espaço muito curto de tempo e que também serão esquecidas bem rapidamente. Incomoda-me que se usem tantos compostos químicos e/ou essências naturais para fazer perfumes que podem, facilmente, ser descartados. E a natureza, ela pode ser descartada?
E o talento dos perfumistas, pode ser descartado? Deixarei-lhes um ponto a pensar. Você, como consumidor, tem que desenvolver este espírito crítico, principalmente sabendo que há um consumo consciente e responsável na perfumaria que depende exclusivamente de você e suas escolhas.


É importante mencionar que, para perfumes de negócios mais customizados como tecelagens, alfaiatarias, designers, etc deveria-se lançar um perfume bem feito porque não faz sentido lançar várias fragrâncias com nenhum diferencial aromático, pelo menos lançar somente um para um bom começo. Um bom exemplo é a estilista Isabela Capeto e o lançamento de um único perfume em associação com a Phebo para colocar sua assinatura olfativa no mercado. No caso de fragrâncias de celebridades, pensar um pouco mais no quesito criatividade pois, considerando que toda celebridade tem um poder de alcance fenomenal, seria maravilhoso perfumes igualmente maravilhosos para alcançar as massas com bom gosto.

Lhes encontro amanhã em Saint Tropez, St Barth's e também entre tecidos imaginários de "Toile de Jouy".

Visite a resenha de DKNY Delicious Night no novo Perfume blog (em Espanhol somente)
El Perfume al aire.




(English version)


One of the magie of being a perfume addict is to discover some of them which I have never imagined that I would find and added to that, the natural consequence of be involved by others issues which are aligned to my preferences such as fashion, art, business, etc. Manuel Canovas, French fabrics house founded in 1963 by its homonym and also integranted in the British Colefax e Fowler , the fabrics and interior decoration company was one these surprising cases. At the beginning, the brand was unknown for me under all the business aspects till I discovert that its fabrics are among the most expensive ones in the world. I did not know that Manuel Canovas is a passionate man for art, mainly the vivid and coloured fabrics. I did not know that he has a powerful background in four major areas: architecture, paiting, designer and archeology. I did not know that, as me, he is an admirer of indian and japonese cultures and love traveling and, finally, he is an entrepreneur who added to his business a beachwear and home and body fragrance lines. For a man who is so obstinated for the beauty of colors and the art, could not lack perfumes in his life.


When I had more contact with the Universe of Canovas, I realized that there is passionate aspect before the perfumes that captured my attention: the sense of the beautiful that should be added to the home environment to bring the sensation of comfort, joy and wellness. Coloured and refined fabrics bring colors and new loves, mainly the self-love which is to prioritize firstly the space where we live, the smell where we rest and join with the family and friends. Thinking under this angle made me have the willingness of sampling his perfumes and know these fragrance who perfume other type of home: the body.



Manuel Canovas follows the same type of products portfolio of Esteban Parfums(also a recent discovery), I mean, the line is dividided in home and body fragrances. The EDP's collection is composed by five fragrances under the major title Les Fantaisies Parfumées
inspired by personal travels done by Canovas and were created by Patrick Bodifee and Viviane Romani under the director of Byron Donics, ex-Estee Lauder and Elizabeth Arden, now at HTI Collection. L'ile Bleue, Route Mandarine, Pink Riviera, Anse Turquoise e Ballade Verte respectively evokes the Island of Capri, The Orient, Saint Tropez, St Barth's and the last, exceptionally, refers to a French fabric the "Toile de Jouy". In a first moment, the possibility of "traveling" in these smells was attractive, however on the other hand, I was intrigued with the number of olfactory notes informed by the company, mainly in Route Mandarine and Anse Tourquoise and was taken by that spontaneous and doubtful question: "Will this perfume be one more of those types of fragrances which feature many notes theorically and have the poor development expressed just in one or two notes, later making me feel disappointed ?". Lastly, before speculating, I was taken by the curiosity impetus to the point that I 've sampled one by one, as they were a touristic route and verify if the fragrances would be complex in their scent s development or if, being easy-to-smell blendings, I would write about them just one time under a type of fragrant fantasies collection series . I concluded that I would summarize this journey by the fragrance world of Manoel Canovas in two days of fragrance evaluation, allowing that others fragrance lovers have a general vision about the perfumery of this french house. Welcome to this itinerary. Today is part 1 with L'ile Bleue and Route Mandarine and part 2 with Pink Riviera, Anse Turquoise and Ballade Verte.


L'ile Bleue features notes of bergamot, mandarin, orange, lemon, peach, apricot, sage, patchouli, sandalwood, muguet, white musk, benjoim and amber. Before staying in the island of Capri, I started to think about Blu of Bruno Acampora and his passion for the waters of Capri. Different from the tuberose fragrance of the Italian house, L'ile Bleue promises the refined freshness opening Sicilian mandarin and lemon and Calabrian bergamot which, a little more ahead, will be invanded by the warmth of the Indonesia patchouli and the Russin sage. As you may realize, an international Capri. Well, that is the theory because the reality is very frustrating. The fragrance did not please me in the first spray, felt that the powerful citric fresh scent that the sicilian raw materials have was not there in the opening as that one which I smelt in Escale a Portofino (Dior) . L'ile Bleue starts in a shy way, a type of pseudo-citric and die shier. Basically, the soft bergamot prevails in the top notes. If the fragrance is very well smelt it will be possible to notice a very simple lemon aroma; the best of the fragrance is when the roses bloom, happily pleasant. The rest of the notes seems to have sunk in the Capri sea and by not having olfactory expressivity for a citrus fresh with woody ambery notes on the base, the perfume sanked together with them.



Route Mandarine promises the orientality which is in the beloved japanese culture and features balsamic notes of labdanum and amber, complementing the exotism with the spicy clove and cinnamon and also the incense, provokating me to reveal the Orient by Canovas. The mix also has notes of geranium , orange, bergamot, mandarin,citron, ylang ylang, patchouli, rose, muguet, jasmine, orange blossom, sandalwood, vetiver, white musk, vanilla, rasperry blossom and civette. Wow! For one moment, I thought that I would not arrive in the Orient even tired of seeing so many notes, but I started to think that it would be a nice "route" with many references as glove and ylang ylang of Madagascar, Egypthian jasmine, Indian sandalwood, Haitian vetiver and so...With a better and promising opening than
L'ile Bleue , the smell is a random miscellanea of various notes without a sequence. The fresh floral "green citric" expected by the trio geranium-orange-bergamot has not happened. The opening is a sweet floral with touches of ylang and mandarin; a floral which in the olfaction reminds me of a body oil due to its oily reminiscence, later is added some chords of rasperry and sandalwood, closing the development and remaining something more "japanese" style as Japan blossoms.It is important to say that after that the oily phase fades down, the fragrance become more pleasant with a musky tone which "set the smell" free and become Route Mandarine wearable as those fragrances which have the sandalwood base involved with a discret amber undertone. Particularly, I think that the perfume has a initial and middle scent of a body oil Bath Body Works style than the perfume smell what does not please me, because of it the route will not continue, at least, in my purchases. Between this one and L'ile Bleue, Route is superior.

As it is evident to realize, my fragrant fantasies - part 1 remain only in my olfactive imaginary, but I still have some hope until the end of this olfactory journey there is always a surprise, so I keep my faith. Although generally I am very delicate to criticize some bad fragrances, I let here you a learning which is good for any person who buy fragrances , mainly the fragrance aficcionados.

There is no new that most of the business wish a type of "perfumes line". There is no sin on that, the perfumes are welcome if they are good preferably the creators should think in one growth strategy of the fragrance lines based on olfactive quality and mainly in environmental sustainability . Nowadays what really bothers me is when the market releases N fragrances in a short lenght of time and these perfumes are forgotten so quickly. Also it is regretful when it is used so many chemicals and/ natural essences to make perfumes that may be easily discarded. And the nature, can be it discarded? and the talent of the perfumers, can it be discarded? I let you think about. You, as consumer, can develop your critical spirit, mainly when you know that there is a responsible
and conscious consumer in the perfumery that depends exclusively from you and your choices.


It is important also to comment that, for perfumes from "outsiders" businesses as fabrics, fashion and home designers, etc, they should release just one perfume well-done before launch others ones. Launching various fragrances without any aromatic distinguishable trace does not make any sense. A good example of a good practice is the stylist Isabela Capeto and the release of just one fragrance in association with Phebo to put on the market her signature fragrance. In the case of the celebrity fragrances, it is suitable to think a little more in the creativeness factor because, considering that all celebrities have a phenomenal reach power it would be wonderful to have perfumes which are also wonderful and reach the masses with good taste.

I meet you tomorrow in Saint Tropez, St Barth's and among the imaginary fabrics "Toile de Jouy".



Visit the review of DKNY Delicious Night in my new Perfume Blog (in Spanish, only)
El Perfume al aire.




Photo: MC Fabric Feria source felbriggproperty.com
MC Fragrances Ad

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