sábado, 8 de novembro de 2008

Perfume Review: Aomassai, Parfumerie Generale

Perfume Parfumerie Generale Aomassai Review Perfume da Rosa NegraAomassai, PG.


Em uma floresta africana, arborizada com fortes árvores ancianas, de madeiras nobres, leves folhas verde-escuras como a cor do licor mais exótico e inebriante , surge Aomassai, o nº 10 da perfume house francesa, Parfumerie Generale. Uma entrada triunfal e ritualística, amadeirada e gourmand, com amêndoas descascadas e bem tostadas que causam um torpor magnífico com um aroma doce de cascas de árvores queimadas e caramelizadas. Aspiro o cheiro da mata da mata virgem e vejo a lua, brihante e ardente como o meu corpo perfumado.

O corpo suspenso na iminência da entrega ao cheiro e seu poder. Inclino minha cabeça para trás e Aomassai adentra a selva majestal, mostrando a pele macia do pescoço para a natureza selvagem, a carne sem pudor que urge a escuridão onde também há luz. Viro o cálice tribal de licor como uma rainha, embebedo-me com as raízes fortes deste veneno espiritual, o perfume dos deuses africanos e orientais, em uma miscigenação fora do comum.






O luar radiante e o céu estrelado, com estrelas distantes, ora perversas, ora encantadoras, sempre cintilantes, refletindo o clarão do céu no escuro da noite . Seus brilhos reluzem em meu corpo pintado com caracteres tribais, marcas espirituais símbolo do primitivo da minha alma,com a ânsia insana de transcender a trivialidade das terras ao meu redor. A carne aquece os desejos ocultos, carnais que entrelaçam-se nos desejos puros do coração. Eu sou a jovem poderosa da tribo das estranhas mulheres aos olhos da sociedade, parte da família de mulheres primitivas, voluptuosas em seus pensamentos, espirituais, quase sagradas em sua força feminina, nuas de coração.

Batidas acompanham-me na entrega do meu eu e, um perfume no ar de exóticas madeiras da natureza ainda paira. Passo as mãos pelo rosto, sinto o tremblar do corpo escuro, libidinoso com misteriosos pensamentos. Pensamentos provocados por eróticas resinas, densas e sultranas, delicadas e selvagens, enlouquecendo-me em aromas pertubadores, ora incensados ora amadeirados, é a natureza em mim.

A natureza que dialoga comigo, o bel prazer do degustar a alma amada, a que me faria mulher. Sons esotéricos cheios de mistérios e a deusa mulher fala comigo, desafiando o meu viver, porque o viver é transcender os sentidos, comer a si próprio e comer o outro no canibalismo do amor.
E meu corpo arrepia-se com os sons tribais, a orientalidade que saía do meu corpo como um espírito liberto, fascinante, uma sombra dançante com olhos faiscantes .






Ergui meus braços, abrindo-os, deixando os seios lascivos entregues ao aroma que penetrava minhas entradas, insanamente. O cheiro mistura-se aos meus cabelos negros como a pele do felino negro, o animal descendente da fúria impetuosa, da sensualidade extrema e, assim
as cores de nossas peles se amalgamam, o negro e o branco da noite penetrante. Sussuros hipnotizantes gemem nos meus ouvidos, prazeirosos, perto do paraíso celeste e do gozo terrestre.



Tribal Woman



Ao meu redor, as vozes sopram um hálito Aomassai , ainda como um conhaque forte de ervas aromáticas, com avelãs tostadas e abaunilhadas. Que exótica beleza, um bálsamo transformado em um aroma impalpável, como um sopro de unção, cobrindo meu corpo, cintura, seios, nádegas que bailam as batidas do ritual; toco meus lábios, molhados e sedentos pelo estranho da noite, desejosos de amor e, de repente, o calor aumenta as pulsões do corpo, o suor enervante escorre por entre as pernas, revoltantes e, magicamente, as gotas do líquido corporal se misturam ao intrigante Aomassai e minha carne viva e a pele da pantera de terras longíquas eram uma só, insaciáveis como a fome de amor.




Baoulé African mask



Aomassai foi inspirado pela noite Africana e a arte dos Baoulé e leva notas de caramelo, avelãs tostadas, licor, laranja amarga, especiarias, madeiras, vétiver, madeiras balsâmicas, incensos , grãos secos e resinas. Aomassai, o meu perfume tribalístico.



(English Version)


In one African jungle, forested by strong old trees of noble woods, light dark green leaves as the color of the most exotic and intoxicating liqueur, Aomassai arises, the fragrance nº 10 of the French perfume house Parfumerie Generale is there. A triumphal and ritualistic opening, woody and gourmand with unbarked and well-toasted hazelnuts that causes a magnificent torpor with a sweet aroma of tree barkes, burnt and caramlized. I inhale the smell of the deep jungle and see the moon, bright and ardent as my fragrant body.

The hanging body is on the very edge of the surrender to this smell and power. I incline my head back and Aomassai penetrates the majestic forest, showing my soft fragrant neck skin to the wildness nature, the shameless flesh which urges the darkness where there is also light. I drink the liqueur-glass as a queen, become hallucinated by this spiritual poison, the perfume of African and East Gods, together in an uncommon miscegenation.


The radiant moon and the sky covered by stars, sometimes far,sometimes closer, sometimes perverse, sometimes enchanted, always sparkling reflecting the clearness of the sky in the darkness of the night. Their shininess glitters my painted body by tribal signs, spiritual marks which are symbol of the primitive that is in my soul, with an insane and ardent desire of trascending the triviality of the lands around me. The lust heat the occult desires, carnal ones that interlace themselves with my pure heart desires. I am the young powerful woman of the tribe of strange women in the face of society, part of a primitive women family, voluptuous in their thoughts, espiritual, almost sacred in their feminine force, naked in their heart.

Beats follow me in the surrender of myself and, a fragrance on the air, done by exotic nature woods still is there. Touch my face and, through my hands I feel the trembling of the dark body, libidinous with mysterious thoughts. Thoughts provoked by erotic resinas, dense and sultry, delicate and wild, making me crazy by these disturbing aromas, sometimes incensed, sometimes woody, they were the nature in myself.

The nature talks to me, with pleasure, tastes the flavor of my beloved soul, the soul that makes me be a woman. Esoteric sounds full of mysteries and the Woman Godness talk to me, challeging me to think of my life, because life is to transcend all the senses, "eat" myself and eat the other as a love canibalism. And my body trembles with those tribal sounds, the orientalist is on me, leaving my body as a free spirit, fascinanting, a dancing shadow with sparkling eyes.


I raise my arms, opens them and let my lascivious breasts surrounded to the aroma which penetrated my entrails, insanely. The smell blended to my black long hairs as the black skin of a black feline, the animal descendent of the impetuous fury, the extreme sensuality and, then the colors of the skins were joined, the black and the white of the penetrating night. Hipnotic whispers moaned my ears, pleasant, closer to the celeste paradise and the terrestrial pleasure.


Around me voices overblows the Aomassai breath on me, still as a strong cognac of aromatic herbs, with toasted and vanillic nuts. What exotic beauty, a balsam transformed in an unpalpable aroma as the blow of unction, covering my body, waist, breasts, seat that danced with ritual beats; I touch my wet lips, thirsty by the strangeness of the night, desirous for the love. The weather is heating and the body pulsations are intensified, the enervating sweat run between the legs, revolting and, magically, drops of a corporal liquid were blended to the intrigant Aomassai and my live flesh and the skin of the panther from remote lands were only one, together and insatiable as the love hunger.



Aomassai was inspired by the African noire and the art of the Baoulé. It notes of caramel, toasted hazelnuts, licorice, bitter orange, spicies, vétiver, balsamic woods, incense, dried grasses and resins. Aomassai is my tribal perfume.

Photos - Sources: Luckyscent.com, Becci.com
Google Photos - tribal woman, Google Photos - Black Panther
African culture - Istockphoto

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