segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Perfume Review: Dirty English (for men), Juicy Couture

by Italo Wolff




Não é tão novo para nossos narizes e olhos a marca Juicy Couture desde que seu perfume feminino tornou-se líder de vendas, provavelmente pela indiscutível beleza de sua embalagem, pois é um perfume que em minha opinião olfativa não possui nada que o torne diferente, um aroma ralo e insosso com um suave cheiro de rosas e nada mais. A marca continua se enveredando por caminhos aromáticos tortuosos, mas infelizmente não é nada fácil se lançar à criação de um perfume conceito. De nada adianta ter um frasco de encher os olhos, quando o conteúdo não passa da banalidade costumeira.

Dirty English foi lançado em meados de 2008, o senti na época de seu lançamento, mas depois de amadurecer minhas impressões sobre ele, somente hoje me senti à vontade para expressar minha real opinião sobre o referido perfume. As notas de sua composição são extremamente interessantes e densas, por este motivo imaginei algo mais criativo no universo da perfumaria masculina. Laranjas, bergamotas, madeira de ágar, ebony, sândalo, vetiver e couro, notas que bem dosadas e trabalhadas em acordes e entonações diferentes poderiam ter dado um ótimo perfume para homens, mas o desenrolar dessa composição não acontece dessa maneira, pois ele não possui uma faceta se quer que nos faça desejá-lo como o futuro perfume a ser comprado.






Quanto a evolução, as facetas frescas de laranja amarga e bergamota, são permanentes, e estão lá do início ao fim do perfume, posteriormente Dirty English abre um amadeirado estático como um bloco de madeira seca ao sol, algo entre Tumulte e o café encontrado em B*men, porém a faceta chave que poderia ter sido bem trabalhada é a madeira de agár, que infelizmente fica insossa e nos remete a um leve fantasma de M7, por tais motivos só posso fortalecer ainda mais minha impressão negativa quanto a este perfume.


Ele na verdade faz um mix entre Tumulte de Lacroix, B*men de Mugler e M7 de Yves Saint Laurent, por esse motivo é muito difícil que eu ou você como consumidores achemos algo realmente novo neste perfume. Como também não é nada fácil criticar um perfume, pois imaginemos quantas e quantas horas foram necessárias para criar e dosar as notas, posteriormente ir às provas e eventuais modificações, criação do frasco e finalmente campanha publicitária.

Mas infelizmente tenho que primar pela sinceridade e dizer que Dirty English é apenas mais um em sua família olfativa, linear, fixo e nada inovador; mais parece uma colônia que teve seus custos reduzidos para chegar antes ao mercado, de certo, há coisas bem piores em prateleiras por todo o mundo, mas não vale nem 10% do que cobram por ele, nem nunca valerá.

Italo Wolff é escritor de perfumes de Alagoas (Brasil) e colaborador exclusivo para o Perfume da Rosa Negra

Visite a resenha Joop! Nightflight(masculino) no novo blog de perfumes (somente em espanhol) El Perfume al aire.



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(English version)


There is no new for our noses and eyes when we remind of the brand Juicy Couture , since its female perfume became sales leader, probably because of unquestionable packaging beauty. Well then in my olfactory opinion, the perfume has anything that makes it different, it has a diluted and tasteless aroma with a light smell of roses and anything more. The brand continues to going toward to these tortuous ways but unfortunately it is not easy to release an conceptual fragrance, no matter how be. Moreover, that is no good , having a bottle which let the eyes brighting but its content is always the same banality.

Dirty English was released in 2008. I smelt it during its release but after I prefer to mature my impressions about it. Only today I feel comfortable to express my real opinion about this fragrance. The notes of this composition are extremely interesting and dense, because of this reason, I imagined something creativer in the universe of the male perfumery. Orange, bergamots, agarwood, ebony, sandalwood, vetiver and leather, notes that when well-dosed and worked in accords and different modulations may have produced an excellent fragrance for men, but in the progress of this composition anything happens , because Dirty English does not have any good facet that make us to desire its as a next purchase.

About its development, the fresh facets of bitter orange and bergamot are permanent and they are there from the beginning to the end of the perfume, later Dirty English opens a static woody, as a dry woody block exposed to the sun , something between Tumulte and the coffee found in B*men, however the key facet that should be better worked is the agarwood which unfortunately keeps tasteless and reminds us of the ghost of M7, for these reasons I have only to reinforce my negative impression about this perfume.


The fact is that this perfume is a mix of Tumulte (Lacroix), B *men (Mugler) and M7 (Yves Saint Laurent), because of it is very difficult that I or you as consumers find something new in this perfume. As well as it is not difficult to criticize a fragrance because we start imagine how many hours and hours were needed to compose and dose the multiple notes, later test it and do some changes, create the bottle and finally the advertisement campaign.

But unfortunately I have to value the frankness and say that Dirty English is only one more in its olfactory family, linear stable and uncreative that seems more a cologne which had its costs reduced before be introduced in the market, the right fact is that there are worse things on the shelves all over the world which don't worth not even 10% of what is charged and never will be worth.

Italo Wolff is fragrance writer from Alagoas, Brazil and is collaborator for Perfume da Rosa Negra.

Visit the review of Joop! Nightflight(for men) in the new Perfume blog( in Spanish only , El Perfume al aire.



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