domingo, 20 de julho de 2008

Ambre Narguile, Hermèssence Hermès Collection

Jean-Claude Ellena, o fabuloso perfumista da casa de perfumes Hermès e um dos meus genious noses preferidos criou em 2004 a obra prima Ambre Narguile; parte da coleção exclusiva Hermèssence que também apresenta mais 4 fragrâncias, Rose Ikebana,Poivre Samarcande, Vetiver Tonka e Osmanthe Yunnan.

Jean Claude, reconhecido por criações cristalinas, divinamente minimalistas desenvolve em Ambre Narguile acordes mais suntuosos. A fragrância apresenta facetas olfativas mais complexas com notas levemente gourmands, especiadas, resinosas e incensadas que envolvem a pele em uma segunda pele imponente e cativante, sensualmente quente e misteriosa, exalando uma fumaça hipnotizante no ar, voluptuosamente viciante.




Narguilé, Arguile ou Shisha é um cachimbo de água tradicional do Oriente Médio e Norte da África e amplamente utilizado em vários países no mundo. Tradicionalmente usam-se misturas de tabaco, melaço, frutas e aromatizantes que provocam efeitos degustativos e olfativos nos sentidos. Este cachimbo é parte da cultura oriental, um dos objetos mais orientalistas relacionados ao prazer, neste caso o de fumar e extasiar-se com sabores e aromas da Shisha egípcia; no entanto pode proporcionar sensações múltiplas quando acompanhado de músicas, danças, belezas e ambientes exóticos.









Ambre Narguile tem a perfeição da mais deslumbrante das Shishas, trazendo à memória o momento espetacular do mais raro dos Narguiles da Antiguidade. Só reafirma o que pensa o perfumista a respeito de suas próprias criações: elas são como poesias da memória.

Nesta memória do Oriente, o perfume tem o poder masculino de um Sultão, único, exaltado e desejado por odaliscas, concubinas e esposas e a beleza feminina e doce da mais bela e elegante do Harém, a favorita, a escolhida, a mais talentosa nas artes da dança, música e artes sensuais, a que de odalisca passa à condição de esposa amada no coração do Sultão.


O Narguile dele é o Narguile dela , portanto um perfume compartilhável entre os sexos. Entre baforadas que nevoam o leito majestoso com as mais caras especiarias e aromas, nasce o prazer volátil porém permanente de Ambre Narguile em corpos irresistivelmente erotizados, almas entregues ao delírio carnal e espiritual, cobertos pelo mais luxuoso cashmere imaginado por Jean- Claude Ellena.








Ambre Narguile mantém o refinamento digno de uma casa Hèrmes, glamouroso em toda o desenvolvimento olfativo como o mais grandioso dos palácios. A elegância combina com a entrada de notas complexas e mix diferenciado, no qual se mistura um efeito quadridimensional smoky spicy, incense e woody com nuances atabacadas de mel, amber, caramelo,madeiras e muita canela. Esta saída é estranhamente constante pois, ambiguamente, ainda permanece e muda a evolução como a fumaça enfeitiçante de um Arguile. No desenvolvimento do perfume, nota-se uma baunilha atabacada em uma base resinosa, base tal derivada dos acordes da canela e labdano. A intensidade da canela em Ambre Narguile evoca a riqueza de seu paladar e olfato aromáticos e o quanto era valorizada na Antiguidade como matéria fragrante.

Como um perfume mágico, um tesouro de Hérmes, o perfume contém sementes de sésamo, simbolo da vida eterna e que o imortalizam como um perfume para noites árabes, calorosas e duradouras assim como seu sillage. Como as mil e uma noites, ao tocar o frasco da fragrância, todo o desejo é sussurar com suspiros míticos: "Abre-te, Ambre Narguile" e leva-me para as noites egípcias de Shisha, ao som de alaúdes, tablas e derbakes.









From Memphis to Heliopolis - Phil Thornton & Hossam Ramzy




Notas de Ambre Narguile: Benjoin, Labdano, almíscar, baunilha, caramelo, mel, tonka bean açucarada, sementes de sésamo grelhadas, canela, rum, coumarina e orquídeas brancas. Coleção exclusiva Hermessence somente disponível no exterior, consulte o site oficial Hèrmes

Fotos na sequência: Foto Ambre Narguile, fonte : For the love of perfume
Harem Servant girl, de Paul-Désiré Trouillebert .Fonte: WikimediaCommons

Une Odalisque, de Frederick Arthur Bridgman. Fonte: Frederick Bridgma Blogspot


Odalisque, Mariano Fortuny Marsal. Fonte: Allpaintings.org



The Harem dancer, de Hans Zatzka. Fonte: Orientalists.org

Um comentário:

Ytallo Wolff disse...

Sem ar, sem palavras!