sábado, 18 de agosto de 2007

Armani Attitude, Giorgio Armani


O lançamento de Giorgio Armani, Armani Attitude, promete uma fragrância sensual e elegante, provavelmente para homens de atitude; no entanto a primeira impressão negativa do perfume começa na campanha. Como mulher, penso que comportameto masculino a propaganda desperta no imaginário de homens e mulheres e , em seguida, me descontento com uma imagem reflexiva que poderia despertar algo mais enérgico, de atitude no sentido proativo. De forma hilária, imagino que o pensativo modelo esteja refletindo sobre, o que aconteceu com a falta de imaginação de três grandes perfumistas que se uniram para criar a fragrância, a qual deveria ter ATTITUDE em um plano mais elevado entre os lançamentos da perfumaria.
A criação de Armani Attitude traz um time de considerável peso, principalmente quando se olha o histórico de criações perfumísticas , que seja pelo menos uma de destaque. Annick Menardo com o versátil Bvlgari Black, Alberto Morillas com a obra prima M7 e Olivier Cresp com Angel Men. É óbvio que com um board de perfumistas executivos como este era de se esperar o perfume mais atitudinal entre as fragrâncias masculinas; ostensivo e empreendedor como fechar um dos projetos chave de uma grande corporação, mas suponho que não houve coesão para que se atingisse o melhor resultado.
Avaliando o projeto, percebi que as notas de saída abrem com a intensidade do limão, bem doces e com um aspecto mais frutal que especiariado; por um rápido instante, senti acordes sutis de bergamota ; as notas de café ignoraram minha pele e olfato.
Embora a abertura não tenha o aspecto ofensivo e desafiador de um M7 de YSL, por um momento pensei que o perfume ainda me agradaria no seu desenvolvimento; no entanto faltou atitude. As nuances lembraram algo de Thierry Mugler com aquela notável cara de Angel que rodeia todos os seus perfumes, até que Armani Attitude desapareceu quase por completo, sem fixação e com uma sobra de toque ambarino.
Após essa experiência nada nostálgica, sarcasticamente, conclui que Armani Attitude teve mais influência de Olivier Cresp, que tentou salvar o projeto igualando o perfume com algumas notas de Thierry Mugler; para o seu bem ou para o seu mal, Alberto Morillas deve ter sugerido alguma nota, talvez a bergamota de M7, pincelada como um gesto inútil . Annick Menardo quis igualar a fragrância ao seu fracassado City Glam for men e women. Em resumo, um time de baixa performance.
Giorgio Armani está feliz afinal sendo o perfume bom ou ruim, algum resultado em vendas ele vai atingir...




Agora quanto a mim, os perfumistas tentaram me convencer , mas foi uma atitude em vão...




3 comentários:

chê! disse...
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Igor Mello disse...

Perfume e Poesia... Que combinação, não? Simplesmente adorei o seu blog! Textos hiper bem escritos, agradável aos olhos... E claro, um tema deveras interessante! Até eu que não gosto muito de perfumes (sou alérgico a maioria deles, hehehe) vi em mim despertado um súbito interesse pela coisa. O template... Ah, o template! Simplesmente sensacional! Bonito, misterioso, sedutor... Tal qual um bom perfume deve ser... A combinação entre preto e rosa é inusitada, mas casou como uma luva! Meus parabens!

Rosa Negra disse...

Ola´Igor, obrigada pelo carinho. O seu blog pensamento alheio é fantástico também.
Espero que você possa encontrar um dia um perfume que te faça sentir bem. Sempre há esperanças para os alérgicos. Abraço,