quinta-feira, 26 de julho de 2007

Agent Provocateur Maîtresse (2006)


Tenho uma certa resistência para experimentar fragrâncias que levam a tarja de aldeídico , no entanto considerando o apelo desta marca de lingerie, poderosíssima versão inglesa de Victoria´s Secret e após ter se rendido ao Agent Provocateur (tradicional) não pude evitar esta experiência mesmo que aldeídica. Realmente o início é bem floral com uma saída que mescla o aldeído com violetas na minha pele. Lembra perfumes como Chanel n. 5 e cia . Nada sexy para iniciar uma relação perfumística, na minha opinião, mas tive o mesmo sentimento ao borrifar a primeira vez o Agent Provocateur, uma saída frustrante que requer uma tolerância nos minutos iniciais. Diria que o AG tradicional me deu mais esperanças pois é notável a saída mais oriental, almiscarada e amadeirada. Já o AG Maîtresse, além de ter uma saída que lembra o clássico jeito de ser dos aldeídicos, a base se desenvolve com o couro, muito marcado na minha pele , com uma notável nuance ambarina dependendo da sensibilidade da narina ao aspirá-lo. Lembra sensivelmente talco de banhador. O nota de couro mais animal me incomoda mais que o aldeídico do início. Ainda sou uma agent provocateur tradicional e afirmo que os narizes da gigante inglesa de lingeries são bem diferentes dos narizes da sua semelhante, Victoria´s Secret. Há um certo Glam nas fragrâncias de AG que não há nos da VS . Um glam de toucador inglês, mais personalizado e também mais vintage; mas não acho que é tão provocativo como suas lingeries e ainda prefiro ser comparada a uma Angel da VS. Definitivamente esta fragrância não é o meu estopim para ser uma agent provocateur.

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