Mena, um dos best-sellers da Al Haramain é um jóia em forma de frasco. Opulento como a riqueza da região de Mena, abreviatura para Oriente Médio e Norte da África (Middle East and North Africa), a fragrância faz jus à mais veemente das cobiças no primeiro olhar. Seu frasco tem cerca de 1.3 libras, todo cravejado de pedras como diamantes raros e brilhantes em uma superfície dourada, como o ouro mais precioso do Oriente.
O frasco reforça o diálogo dos Menas, terras e ares, países e perfumes ao qual se refere. Mena é uma região abundante em petróleo e gás natural, alvo da ambição econômica que persegue seus países. Nesta analogia o Mena, attar árabe inspirado para ser o mais rico e desejado dos attares, também é alvo do olfato mais apurado pela preciosidade das notas orientais, mas neste caso, o mais benevolente dos olfatos, o pacífico perfumista.
A fragrância captura a essência das rosas refinadas , as Ruhul Ward, irrestíveis ao olfato e símbolos da perfumaria oriental como notas sagradas em diversas composições. Com uma saída doce e encantadora, o floral é envolvida por uma miscelânea de óleos espirituais de madeira de agar,âmbar, sândalo e almíscar, que provocam a inércia olfativa e contemplativa do mais doce dos attares comerciais da Al Haramain.
O desenvolvimento da fragrância é praticamente inerte, no melhor dos sentidos. Ela abre um floral amadeirado adociçado como rosas que são seduzidas pelos puros óleos mais deliciosos, ensadecidos para abraça-las no mais agradável dos blendings. Em um primeiro instante, elas são mais flertadas por um tímido agarwood em comparação aos agarwoods pesados que existem neste nicho, posteriormente há um equilíbrio entre o sândalo e o almíscar. Embora difícil de captá-los em razão da doçura tão recorrente e, igualmente rara em perfumes desta espécie, ainda notam-se estes acordes clássicos da perfumaria oriental. À medida que Mena acaricia a pele, os toques do attar tornam-se mais delicados e comoventes, como uma prece a Deus, como uma devoção ambientada pelo mais intimista dos aromas espirituais.
As memórias olfativas de Mena são as memórias da riqueza do coração do homem para com outros homens e da riqueza da fé do homem para com Deus. A riqueza do coração, doce, preciosa e tolerante que move o homem ao bem do outro é a mesma riqueza que deveria ter o coração dos homens que fazem da Mena geográfica uma região cruelmente castigada, alvo da ambição e da destruição alheia. A riqueza da fé em Deus, incondicional, inabalavelmente espiritual que move o homem ao bem de si mesmo e dos demais é a mesma riqueza que deveria ter o coração dos homens que abandonam a busca de algo surpreendentemente maior que o mundano, que ignoram uma relação mística além de si próprios que os conectam à terra dos homens e aos céus de Deus.
As riquezas que os transformam em Mena, o rico attar do coração e da fé, cujo perfume inspira o derrubar de fronteiras nas terras de Mena e entre nós, pobres terrenos e mortais.
"Em cada coração há uma janela para outros corações.
Eles não estão separados, como dois corpos.
Mas, assim como duas lâmpadas que não estão juntas,
Sua luz se une num só feixe." (Jalaluddin Rumi, poesia Sufi )
Perfumados leitores, Há um certo tempo minha vida se tornou uma espiral de responsabilidades cada vez mais frequentes, fruto de recompensas e desafios com relação à minha carreira e vida pessoal. Se por um lado, isso é muito compensador. Por outro lado, atualmente tive que fazer escolhas. Uma delas é dizer, de forma oficial, até logo! Confesso que não consigo fazer as coisas de qualquer jeito e tudo tem que ter tempo e qualidade, principalmente com relação ao Perfume da Rosa Negra, um espaço virtual apaixonante sobre perfumaria que me proporcionou conhecer muita gente apaixonada por perfume e muita gente que é referência em Perfumaria , que respeitou o meu conhecimento e minha paixão, além de ter me proporcionado projetos de muito valor. Sou grata aos leitores e a todas as pessoas que acreditaram em mim. Também agradeço a Deus o tempo a que me dediquei intensamente ao Perfume da Rosa Negra. Fiz tudo is...
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