Para quem escreve sobre perfumes como eu, o prazer da escrita sobre aromas e fragrâncias chega a ter um cheiro: O cheiro de uma arte poética que é a poesia do perfume e do aroma, tão evidenciada também na leitura detonada por diversas sensações olfativas. Esta arte vem à tona, naturalmente, de gente que sente e escreve sobre perfumes de forma muito mais poética com relação à linguagem. Muitas vezes é um talento nato, sobrenatural que vem à flor dos poros de uma pele perfumada, rende-se ao nariz ansioso por traduzir aromas em linguagem visual e, consequentemente, em linguagem cinestésica. Esta linguagem converte o impalpável em palpável, o imaginativo em realidade, o perfume em nós mesmos. Considerando o "sentir e o escrever sobre perfumes" tão fascinantes e parte da minha vida, pude observar os que chamo poetas de perfumes, gente que considero aqui Amigos da Rosa Negra, pelos quais tenho uma admiração e um reconhecimento, simplesmente porque, afinidade perfumística à parte, e...