Perfume Review: Le Baiser du Dragon, Cartier - Basta somente um "petite baiser"

Basta somente um "petite baiser", uma borrifada deste EDP, um sopro, um beijo deste perfume para que todo o corpo se aqueça com este aroma sedutor, fascinante e muito chique. Um aroma poderosíssimo, que só poderia ser requintado na medida certa , reflexo de uma marca que cobre homens e mulheres com jóias, la Cartier. A evolução de Baiser du dragon na minha pele aconteceu em diversas camadas, característica digna de poucos perfumes que conseguem evoluir de forma gradual, misteriosa, como se cada nota pedisse para ser decifrada. Uma saída intensa , amadeirada e adocicada na qual prevalece o amaretto e o patchouli em um primeiro momento. Neste momento, é interessante notar que o perfume adquire um leve estado amargo ; percebi que sentindo a pele com atenção, nota-se uma nuance amarga que um pouco depois se mescla a uma mistura do benjoin e do vétiver; acredito que seja a influência do neroli pois esta nuance amarga chega a ser levemente um cítrico amargo. O benjoim sobe um pouco mais na pele, me fazendo lembrar a sofisticação do Moschino Couture; de fato um aroma bem aparente, mesmo com a intensidade das notas de vétiver que por fim fecham o perfume com um floral amadeirado, muito mais amadeirado. Interessante é que o aspecto floral se une ao fim como o fio que faltava para deixar o perfume mais feminino e sensualíssimo. Na minha opinião, uma obra prima de Cartier que reflete a classe da linha. Tem a versatilidade para ser usado por homens, embora o perfume quando bem fixado seja um perfume de mulheres poderosas, elegantes e sensuais. Pessoalmente, não consigo imaginar este dragão beijando um homem pois o relaciono a imagem de uma mulher como em chamas, mas como todo perfume de vanguarda, poderia dizer que Le baiser du dragon é como boa parte dos perfumes de nicho para o qual não há sexo definido; um clássico atemporal e assexual.
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Bésame dragón y matáme de amores con dolores, marca mi piel ahora y siempre.