Rose Secrète EDP, Il PROFVMO
Deitada no meu leito aconchegante, olhava para o teto do quarto com o olhar distante e contemplativo. Um olhar que perpetuava a captura crescente de algo além do branco da parede pintada, um olhar ávido por colorir com flores e amores a brancura solitária. Contemplava o branco neve, gélido e intermitente que degladiava-se com o comforto da minha cama de finos lençois coloridos, quente e de um calor fugaz a cada movimento do meu corpo. Ele se movia pelos lençois, inquieto e nada mais. Não suportava mais a falta de cor, do olor e dos versos de amor e pensei nas rosas secretas, a de Il Profvmo e a de Yeats. Antes de agarrar-me a "longíqua, tão secreta, inviolada Rosa" da poesia, debrucei-me sobre o travesseiro e derramei algumas gotas de Rose Secrète nos pontos mais secretos do corpo. Que êxtase! Sentia meu coração vibrar como um botão de rosa a desabrochar. Fechei os olhos, toquei as mãos suavemente no rosto e adormeci. A brancura desaparecera por completo e pétalas de veludas...